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domingo, 11 de setembro de 2011

Atitudes Agressivas ::: Tema estudado no dia 06/09


Devido ao impulso de movimentação e de atividade correspondente à faixa etária, muitas vezes crianças em idade pré-escolar ou nos primeiros anos de escola também se entrechocam fisicamente: elas se cutucam, se empurram, se beliscam, pegam os brinquedos umas das outras e assim por diante. O que denominamos como potencial de agressividade, ou também como disposição para atacar, não é outra coisa senão a capacidade volitiva da criança, que ainda não consegue ser dominada no plano corporal nem suficientemente dirigida para determinadas ações. O potencial volitivo e o potencial agressivo são idênticos. A agressividade nada mais é senão vontade ainda não dirigida nem conduzida o suficiente.

Por isso, é particularmente importante que crianças irrequietas, com tendência à agressividade, tenham bastante atividade física, com freqüência e persistência. Antigamente, quando muitas crianças ainda viviam no campo, havia muito mais espaço e também possibilidades para isso, em comparação com os dias de hoje em nossas civilizações urbanas, tão ramificadas. Em virtude disso, torna-se necessário elaborar considerações no sentido correto ou até que várias famílias encontrem soluções em conjunto e propiciem, no jardim ou no âmbito do artesanato.

Uma coisa, porém, não deve ser esquecida: a simples caminhada. Quantas crianças puderam receber uma ajuda para desenvolver sua capacidade volitiva e sua faculdade de concentração por terem tido de ir a pé todo dia para a escola, fazendo um percurso de cerca de meia hora! Nesse percurso elas sempre vêem as mesmas coisas, e assim aprendem a vivenciar determinado caminho nas diferentes estações do ano, sempre encontrando ora as mesmas pessoas, ora outras; é um exercício que se repete e no qual se vêem as mesmas coisas mas sempre de maneira nova, e que ao mesmo tempo é uma atividade física das mais saudáveis que existem. Numa época em que as crianças são levadas à escola de automóvel ou usando os transportes públicos, a caminhada regular tornou-se uma raridade para muitas delas, o que prejudica a estabilidade corporal e a educação da vontade.

Um segundo elemento importante para a educação, principalmente de crianças agressivas, é dar importância a um falar culto, bem articulado, ao se contarem histórias, conversar e ler em voz alta. A melhor maneira de reduzir as agressões acumuladas é discutir verbalmente, é brigar e fazer as pazes.

Texto extraído do livro: CONSULTÓRIO PEDIÁTRICO – Um conselheiro médico-pedagógico. Autoras: Wolfgang Goebel e Michaela Glöckler. Editora Antroposófica.

3 comentários:

Anônimo disse...

Momento riquíssimo! Grata, Cris.
Aguardo o próximo.
Bjs!
Moema Silva

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
stella disse...

Antes de ter um filho sempre quis que ele(s) estudasse(m) em uma escola do método Waldorf. Essa vontade não foi realizada - ao menos ainda - mas só de encontrar esse blog já estou bem feliz. Muito bacana esse artigo, acabo de sair de uma reunião na escola do meu filho, dizendo que ele está muito agresivo com os colegas. Uma das minhas atitudes será justamente colocá-lo em outras atividades físicas, pois ele passa muito tempo comigo, nas atividades domésticas.