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quarta-feira, 14 de março de 2018

À luz das cores essenciais

Procurem a vida realmente prática material
Mas procurem-na de tal modo, que ela não os atordoe
   por meio do espírito, que nela atua.
Procurem o espírito,
Mas não o procurem na volúpia suprassensível,
  a partir de egoísmo suprassensível,
Porém, procurem-no
Por desejarem, altruísticamente, aplicá-lo
  na vida prática, no mundo material.
Apliquem o antigo lema:
“O espírito não existe sem a matéria, a matéria nunca sem o espírito”
  de tal modo, que digam:
Queremos realizar todo o material à luz do espírito,
E queremos procurar a luz do espírito de tal maneira,
Que ela nos desenvolva calor para nosso atuar prático.
O espírito, que é por nós dirigido para a matéria,
A matéria, que é por nós elaborada até sua manifestação,
Por meio da qual ela expele de si própria o espírito,
A matéria, que tem o espírito manifesto por nós,
O espírito, que nós aproximamos da matéria,
Constroem aquela existência viva,
Que pode trazer a humanidade para o progresso real,
Para aquele progresso que, pelos melhores,
  somente pode ser almejado nos mais profundos
  recônditos das almas do presente.
Rudolf Steiner 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Como um raio solar

Da cabeça aos pés
Sou a imagem de Deus

Do coração aos mãos
Sinto o hálito de Deus

Deus eu avisto em todas as partes
No pai e na mãe
Em todas as pessoas queridas
No animal e na flor

Na árvore e na pedra
Não sinto medo de nada

Só amor a tudo que está ao meu redor.


Oração a São Micael

sábado, 24 de junho de 2017



Mais radiante que o Sol
Mais puro que a neve
Mais sutil que o éter
É o si próprio,
O espírito em meu coração.
Esse si próprio sou eu,
Eu sou esse si próprio.

Fonte: GA 245, cap. “Esotherische Stunde in Berlin am 24. Oktober 1905” (Aula esotérica em Berlim em 24/10/1905), p. 85. A palavra Selbst, traduzida por “si próprio”, corresponde ao self em inglês. Trad. VWS; rev. SAL

Acordai, Acordai, Acordai João!

A lenda do São João... 




Um dia, Nossa senhora, que trazia a Nosso Senhor Jesus Christo, foi visitar a sua prima Isabel, que também trazia em seu bendito seio a S. João Batista. Apenas as duas sagradas primas se avistaram, o divino Baptista, que não tardava a nascer, se ajoelhou em adoração a Jesus. Santa Isabel, que isto sentira, não tardou em comunicar o milagre à Virgem, que, exultando, perguntou-lhe – “Que sinal me dareis, quando nascer vosso filho?”– Mandarei plantar nesta montanha um mastro com uma boneca e ascender em torno de uma fogueira”, respondeu-lhe.
 
E de feito, na véspera de São João, a Mãe de Deus, vendo de sua morada uma fumacinha, labaredas e o mastro, partiu, indo visitar santa Isabel.
Desde então e que se festeja o santo com mastro e fogueira.

E vem a continuação da história “meses depois, quando Santa Isabel cantava, ninando o seu bendito filho, este lhe perguntou” Minha mãe, quando é meu dia?”– “Dorme, meu filhinho, dorme, logo que ele for eu ti direi”. E São João dormiu. Acordando, porém na noite de São Pedro, e ouvindo foguetes e vendo fogueiras acesas, insistiu, - “Minha mãe, quando é meu dia?”- “O teu dia já passou”, acudiu-lhe ela. – “ora, mina mãe, por que não me disse que eu queria brincar na terra? Santa Isabel tinha razão em nada dizer, se São João descesse do céu, o mundo se arrasaria em fogo!”
 
Assim que escurecia, os primeiros fogos riscavam os céus, as cabeças de alcatrão esfumaçavam nos postes das porteiras, indicando o local da festança, os busca-pés corriam atrás dos passantes, reluzindo e estourando. As fogueiras ardiam nas chácaras, nos quintais e nos grandes pátios das fazendas. Nos sobrados, começavam o combate das pistolas, ao mesmo tempo que das janelas e das sacadas formava-se cascatas de fogo. Ao longo dos caminhos, escutava-se o ruído inconfundível de cartas de bichas que estouravam dentro de potes de barro e barricas cobertas, colocados à distância pelos moradores do quarteirão. Numa casa pequenina, a mãe segurava na mão de uma criança, sacudindo a vareta em cuja ponta uma rodinha virava loucamente cuspindo fogo.
 
Na totalidade das casas e das fazendas, o trono de São João deslumbrava com suas luzes e flores, sobre uma toalha branca, alvíssima, pregava nos cantos do altar com laços de fita.
 
Na roça, as fogueiras tinham no centro ou um mastro ou uma árvore que estalavam enquanto ardia. Os escravos e as escravas batucavam em volta do fogo assando batatas doces e caras. Assim nasceram os diversos ritmos brasileiros, que alcançaram os salões, onde imperava a música da corte de França, graças a atitudes, nem sempre bem recebidas e aceitas, de pessoas que uniram conhecimentos tradicionais de música erudita com a sensibilidade da nova alma brasileira. Chiquinha Gonzaga exemplifica bem esse importante passo.
 
Enquanto a fazendeira, atenciosa e distinta, mandava servir aos convidados pires de canjica, manjar, roletes de cana assada e bolos de São João, as moças soltavam pistolas de lágrimas, craveiros de chuva de ouro ou, agrupadas em volta das massas, deitavam dados, liam as quadrinhas da sorte, rindo diante de um versinho assim:

Um velho torto e pançudo,
De nariz de palmo e meio,
Há de ser o teu consorte
Mui breve, segundo creio.

Os negros despejavam carros de milho, caras, canas verdes, na fogueira e os moços e moleques pulavam a fogueira, gritando, quando chegavam no alto – Acorda João!
Muitos dos festejantes cantavam então:

São João está dormindo, Não acorda não! Dê-lhe cravos, dê-lhe rosas e manjericão!

Nessa noite, nas grandes cidades, nos campos, nas chácaras, nas grandes fazendas, um pouco antes da meia-noite, aos clarões da fogueira, abriam-se, sem receio, as superstições que o tempo guardaria de séculos anteriores em louvor a São João plantar um dente de alho, se amanhecia grelado, obtinha-se o que se desejava.
 
Um copo cheio de água passado, em cruz, sobre a fogueira, quebrava-se dentro do líquido um ovo, clara e gema. De manhã, se apareciam os traços de um navio, isto significava viagem, se a forma era de igreja, significava casamento, se um caixão, enterro.
 
De um outro copo, também passado sobre a fogueira em louvor a São João, as moças solteiras tomavam um bochecho e colocavam-se atrás da porta da rua, com a boca cheia, o primeiro nome de homem que ouvissem pronunciar, seria o nome daquele que viria a ser seu marido.
Aos primeiros raios do sol, tomava-se o banho de São João, que tinha propriedades de cura.
 
Fechemos, a gora, as janelas do passado. Nas nossas cidades já não cabem as folias, as fogueiras, mas, as histórias cabem sempre e, relatar à juventude os costumes, os hábitos da cultura brasileira em sua aurora, permitem que os jovens compreendam melhor os passos evolutivos da cultura moderna e abram os olhos para valores imutáveis.
 
(Texto extraído da Revista Nós, Época de São João 2003, Escola Waldorf Rudolf Steiner, São Paulo) 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Valei-me São João!



Linda noite estrelada e temperada ao som da safona junina. Comunidade Jardim Maturi com muita alegria agradece a todos os envolvidos nesse momento, 

 Adiante com forte abraço! 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Arraial de São João




Mês de junho, mês de frio.
Quanta folha pelo chão.
Cada uma tem um fio
Que me aperta o coração! ( Ruth Sales) 


Família Jardim Maturi abre as portas para festa da menina da lanterna e o Arraial de São João. Nesse período, nossa comunidade Maturi prepara-se para a chegada da estação de inverno, época  de grande conexão do homem com o seu interior. O clima fica mais frio e as noites mais longas, tudo favorece a uma atitude de recolhimento e interiorização,  uma busca para dentro de nós e de nossa luz particular. Precisamos cuidar para que a cada época, possamos despertar aquilo que há de mais sublime na alma humana e que precisa, aos poucos, ser despertado. O fogo divino simbolizado no festejo transforma e desperta em nossos pequeninos, o divino maior que somos. Venha participar dessa noite.
 Mutirões para a festa dias 9 e 10 de junho.
 Arraial, 11 de junho a partir das 15h. 

Até lá! 



  

domingo, 28 de maio de 2017

Lugar onde se é


Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me toma pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue,que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.
No entanto não quero levantar barricadas por medo
do medo. Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não
para encobrir meu medo.
 
E, quando me calo, quero
fazê-lo por amor
e não por temer as
conseqüências de minhas
palavras.
 
Não quero acreditar em algo
só pelo medo de
não acreditar. 
Não quero filosofar por medo
que algo possa
atingir-me de perto. 
Não quero dobrar-me só
porque tenho medo
de não ser amável.
Não quero impor algo aos
outros pelo medo
de que possam impor algo a mim;
por medo de errar, não quero
tomar-me inativo.
Não quero fugir de volta para
o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir
seguro no novo.
Não quero fazer-me de
importante porque tenho medo
de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor, quero
fazer o que faço e
deixar de fazer o que deixo de fazer.
 
Do medo quero arrancar o
domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que
existe em mim.
Forjando a Armadura ( Rudolf Steiner)  


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Arraial Maturi para Crianças neste sábado!!!



Olá pessoas conhecidas, amigas e colaboradoras!

Algumas de vocês estão perto, outras mais distantes, mas em comum todos têm alguma relação com o Jardim Maturi.
Queremos convidar-lhes para esta festa tão especial em nosso jardim. Momento de encontros e re-encontros, conversas, amigos, alegria, calor e cores.





Nesta tarde, teremos comidinhas típicas, pescaria com brindes que estamos coletando com vários colaboradores, brincadeiras, música boa que só - para animar e dançar-, brechó bem cuidado e ainda produtos artesanais feitos com carinho. Antes da noite chegar, nos reuniremos em silêncio para ouvir uma história, preparando-nos para um grande evento: acender a fogueira.

Chamamos vocês - e chamamos como quem acende uma chama mesmo! - para se chegarem ao Maturi e podermos compartilhar de tudo de bom que temos a oferecer e também entretecer juntos.

Saudemos a fogueira, em homenagem a São João e a tudo que podemos realizar com calor e amor!


ARRAIAL MATURI PARA CRIANÇAS
Sábado, 11 de Junho - 15h às 19h
Zona Rural de Olinda



COMO CHEGAR AO JARDIM MATURI

O Jardim Maturi está localizado na Zona Rural de Olinda, onde também estão as antenas da TV Globo, Tribuna e Manchete.

DE CARRO OU BICICLETA:

Vindo pela PE-15 (sentido Olinda-Paulista), imediatamente após o TERMINAL DE PASSAGEIROS (INTEGRAÇÃO DE OLINDA), fazer o contorno (como se fosse voltar para Recife) e, em seguida, pegar a 1ª avenida à direita (Av. 2ª Perimetral, ou, simplesmente, Av. Perimetral). Após 1.300 metros, na AV. PERIMETRAL, procurar o BAR DA ACEROLA, na calçada direita, e entrar nesta estradinha de barro (Estrada Velha de Ouro Preto). É a mesma que leva ao COQUEIRAL PARK e ao CEMITÉRIO PARQUE DE OLINDA. 

Subir a LADEIRA DA AMIZADE e seguir sempre pela estrada principal. Passar o Coqueiral Park e, após 1km, manter a esquerda numa bifurcação (saída para a Estrada da Mangabeira). Logo, entrar à esquerda assim que avistar uma parada de ônibus na calçada direita (próximo à Venda de Nicinha). Em seguida, virar na primeira à esquerda novamente. O SÍTIO NOVA CANAÃ fica no final da rua. O JARDIM MATURI está nesta propriedade.


DE ÔNIBUS DE RECIFE

DO CENTRO: Pegar o ônibus Xambá/Príncipe, cujo terminal está localizado na AVENIDA GUARARAPES. Ele passa pela Av. Suassuna, João de Barros, Encruzilhada, Estrada de Belém e Av. Presid. Kennedy.

DO DERBY: pegar Xambá/Joana Bezerra. Ele vem de Joana Bezerra pela Av. Agamenom Magalhães, vai pelo Complexo de Salgadinho e percorre a Av. Presid. Kennedy.

Descer na integração de Xambá e pegar o ônibus Alto da Conquista. Descer no Terminal, que fica em frente à Venda de Nicinha. Entrar na ruazinha à direita e, em seguida, a primeira à esquerda. O SÍTIO NOVA CANAÃ fica no final da rua. O JARDIM MATURI está nesta propriedade.


ÔNIBUS DE OLINDA

Existem três linhas: Xambá/Perimetral, Xambá/Getúlio Vargas e Xambá/Av.Gov.Carlos de Lima Cavalcanti.

Pegar qualquer uma delas, descer na integração Xambá e pegar o ônibus Alto da Conquista. Descer no Terminal, que fica em frente à Venda de Nicinha. Entrar na ruazinha à direita e, em seguida, a primeira à esquerda. O SÍTIO NOVA CANAÃ fica no final da rua. O JARDIM MATURI está nesta propriedade.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

PASSEANDO NO JARDIM BOTÂNICO DO RECIFE

No último sábado, 11 de abril, aconteceu  o nosso primeiro encontro social do ano. E desta vez o lugar escolhido para o evento foi o Jardim Botânico do Recife.
O espaço, uma área de proteção ambiental, é muito bonito e encantador. Passeamos por diversos ambientes interligados por trilhas dentro da mata. Visitamos o meliponário (as colméias de abelhas sem ferrão), alguns jardins específicos (palmeiras, cactos e bromélias), o Jardim Sensorial (onde é possível estimular os sentidos experimentando), os peixinhos e os viveiros de plantas medicinais e florestais. Só não foi possível entrarmos na região do orquidário.  Ela estava interditada por um bom motivo, para não perturbar o ninho do sabiá branco.
Enfim, admiramos a natureza, conversamos,  brincamos com as crianças e fizemos um delicioso piquenique. Foi um divertido encontro!






























quarta-feira, 8 de abril de 2015

AÇÃO PELO TRANSPORTE MATURI

Nosso jardim-de-infância comunitário, inspirado pela Pedagogia Waldorf, é um recanto de amor e respeito às crianças, protegido numa remanescente área verde no coração de Olinda.


Para chegar lá, as flores do nosso jardim precisam ser conduzidas numa bela jornada entre a cidade e o campo. A segurança de um transporte adequado é essencial para terem acesso ao acolhimento sagrado da natureza e aos cuidados integrais de uma pedagogia profunda.



Apoiando a compra deste transporte, você estará conduzindo conosco a salvaguarda da infância de muitas crianças! Já temos 50% do valor do veículo e estamos juntando  esforços para conseguir a outra metade.

TODO SONHO PRECISA SER TRANSPORTADO PELA VONTADE. 
SUA SOLIDARIEDADE É NOSSO MAIOR COMBUSTÍVEL.



VAMOS LÁ!!!


RIFA
Vendas em mãos e também pelo Facebook.

DOAÇÕES
Associação Pedagógica Maturi / Jardim Maturi
CNPJ 19.305.060/0001-40   Banco do Brasil  Ag. 0697-1  Cc. 64.381-5

LEILÃO DE ARTE VIRTUAL
Em breve na nossa página no Facebook.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

III Colônia de Férias do Maturi

12 a 16 de janeiro – 3 a 6 anos
19 a 23 de janeiro – 7 a 12 anos

8h  às 12h

O Jardim Maturi receberá crianças de 3 a 12 anos para muitas artes, natureza e aventuras!
Caminhadas na mata, brincadeiras, contação de história,  teatro, pintura, desenho, culinária, brinquedos e muito mais!

Diária: R$ 44,00 – Semana: R$ 224,00
Transporte (opcional):R$ 20 por dia
Material e alimentação inclusos.
Vagas limitadas.

Informações e inscrições:
 9620.5327 ou jardimmaturi@gmail.com


domingo, 4 de janeiro de 2015

Matrículas abertas!

"O Maturi é o encontro da teoria com a prática: onde a criança é capaz de aprender, brincando!" Teresa, avó e associada do Jardim Maturi

"Essa é a escola que meu filho precisa. É como a minha casa." Raquel, mãe do Maturi



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Quermesse de Natal 2014

Confiram abaixo algumas imagens dos melhores momentos da nossa Quermesse de Natal.
Agradecemos, de coração, a todos que colaboraram e participaram do nosso evento. E, especialmente, aos artistas da Trupe Circuluz e do Grupo Frevo, Capoeira e Passo que abrilhantaram o nosso encontro e trouxeram tantas alegrias para as nossas crianças.

Fotos: Rogério Cavalcanti, Silvana Nascimento e Cristiane Santana.

Artesanias do Maturi




Oficina estrelas em papel



















Apresentação da Trupe Circuluz






























Oficina Cavalo Marinho